Patricia notou que suas criações estavam no caminho certo quando, depois de uma curadoria do Minas Trend Preview, expôs seu trabalho no salão de negócios da semana de moda mineira. O resultado? “Mais de 30 lojas levaram minhas peças para suas araras.” Então, a festa estava armada. “Sempre fiz vestidos de gala porque sentia falta disso”, diz. Os bordados, as rendas e os detalhes, herdados do preciosismo mineiro, são feitos a mão. Atualmente, mais de 500 bordadeiras trabalham na grife. O sucesso das pedrinhas costuradas uma a uma é inegável – além das lojas de Uberlândia e São Paulo, há um ano a estilista conta com um corner na luxuosa Harrods, em Londres. E a segunda filha, a PatBo, já segue os passos da primogênita. “A PatBo é mais fashion. Tenho liberdade para criar camisas, shorts e vestidos que não precisam necessariamente de uma festa para serem usados.” Em maio deste ano, as duas etiquetas se uniram em um evento que marcou a carreira da estilista: seu primeiro desfile. Cerca de 40 modelos das duas linhas foram apresentados para o público carioca no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. “Queria um espaço atemporal para debutar a coleção”, revela. Os tons suaves e delicados nas rendas da Patrícia Bonaldi estavam lá ao lado dos fluos e bordados ricos da PatBo. Para a próxima temporada, Patricia adianta que não optará pelo delicado de novo. “Será uma proposta totalmente diferente e, dessa vez, em São Paulo”, antecipa.


Materia retirada da Revista ELLE
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